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[terça-feira, dezembro 05, 2006] Como muitos já sabem, eu ouço Iron Maiden desde meus 13 anos. Mesmo que desde o Seventh Son of a Seventh Son eles nunca mais gravaram nenhum álbum realmente bom (na minha opinião), ela continua sendo minha banda do coração e eu sempre me emociono ouvindo algumas músicas como Rime of the Ancient Mariner — você que é fã conhece aquela sensação que os solinhos dão: arrepia tudo, é foda, eu gosto pra caralho de várias outras bandas, mas nenhuma tem o poder de provocar algo tão profundo, ou não tinha...
Quando o Bruce Dickinson saiu do Iron eu fiquei um pouco ferrado, mas como fã esperei ansiosamente para ouvir seu disco solo Balls to Picasso, quando esse saiu eu curti, mas acho que na época eu não estava preparado para ele. Essa semana cheguei a essa conclusão, pois esse é um puta disco, assim como os outros, contudo esse me fez regressar na época em que eu estava na 8ª série: as emoções que experimentei ao ouvi-lo depois de muitos anos foi incrível e superou àquela que mencionei no primeiro parágrafo, o Bruce não tem pra ninguém, vai cantar assim em outro mundo! Então peguei os outros discos dele pra ouvir: perfeitos, simplesmente perfeitos, cada um tem sua característica e todos são maravilhosos e destacam-se de acordo com sua particularidade. Não sei nem porque ele voltou pra Iron (dinheiro?), o trabalho solo dele é infinitamente melhor, mais criativo, mais dinâmico, mais surpreendente, mais cativante — ele é foda! Que outra palavra usar? O último disco do Iron eu consegui ouvir uma vez quase inteiro, isso porque o Bruce consegue ser ótimo em cima daquelas mesmas cadências, mas o resto não dá, é querer enganar leigo, entreter a molecada que está começando a ouvir agora, ou que conheceu a banda ontem. Não sei se foi coincidência, mas após anos e anos que a MTV não passa nada de bom, no Domingo, 03/12/06, liguei a TV pra ver uma vídeo-aula do Jaco Pastorius e não é que quando estava mudando de canal pra chegar no 3 passei pela MTV e lá estava ELE, cantando lindamente Space Race, depois Back from the Edge, depois passou o clip de Abduction, mas como era de se esperar dessa emissora, eles cortaram o clip na metade. Mas tudo bem, deu pra ficar feliz com o pouco que vi. Volto a falar: não tem pra ninguém, ele é excelente. E já que comecei este texto falando de Iron Maiden, vou confessar que só essa semana que fui descobrir a banda que o Iron bebeu da fonte até se embriagar: Thin Lizzy. E fiquei decepcionado de certa forma com a minha banda do coração, pois percebi tudo que eles copiaram, nem diria se influenciaram, pois foi cópia mesmo! Pegaram alguns elementos dessa banda, condensaram e fizeram que isso fosse sua eterna fonte de composição. Ouçam Thin Lizzy! Excelente banda, na verdade é essencial, outras bandas também beberam ali, dobras de guitarra, palhetadas, back vocals, frases de baixo, etc. Confiram que é demais! Postado por :Ricardo / 0 comentários |