|
Perfil
Links Favoritos:
Livros que estou lendo:
Bandas que mais estou ouvindo ultimamente:
Músicas que mais tenho tocado no baixo (com excessão das músicas da minha banda):
Atividades físicas: Arquivos:
Contador
![]() |
|
[quarta-feira, dezembro 06, 2006] — E como você acha que existe tudo isso aqui?
E aponta para a paisagem que nos cerca, enfaticamente. Olha-a fascinada, com um ar de só pode haver uma resposta e é aquela que a bíblia traz. Uma cena prosaica que já se repetiu algumas vezes comigo em ocasiões em que algum crente — quando falo crente me refiro a qualquer um, independente da religião que siga, que crê no que pra mim é absurdo: Deus! — por acaso, ou por presunção de querer levar mais uma ovelha pro seu rebanho, começa com a pergunta: qual sua religião? — Nenhuma! Lacônico como de costume, com semblante ríspido e pensando: lá vai outra discussão, não consigo não falar o que penso. Eles não aceitam, vão querer rezar por mim, podem rezar... — Mas em que você acredita? — Quando alguém do mundo Ocidental se refere a Deus, ou seja, aquele que criou tudo que existe, está se referindo ao fantasma descrito na bíblia e eu de maneira alguma sou capaz de acreditar numa só palavra desse livro castrador. Então, conseqüentemente vem a pergunta que abriu este texto. Sempre tive uma resposta em minha mente e inacreditavelmente, quando aos 25 anos, li A Filosofia na Alcova me surpreendi ao constatar que meu pensamento estava ali impresso pelas palavras do Marquês de Sade: eis a grande dúvida. E por causa de uma questão sem resposta, como hei de crer em algo que me responde menos ainda? Respondo assim, falo dos absurdos que o Gênesis narra, suas contradições, minhas visões em relação a todo aquele emaranhado de situações mal contadas e inventadas por homens de más intenções, ou seja, cujo intuito é tão somente formar um rebanho para guiarem a seu gosto, ao gosto de uma pequeníssima elite que quer que acreditemos que nossa miséria vigente será recompensada além. E por isso mesmo temos que ser obedientes, tementes — observe que palavra veemente: temente! Temer para não ser punido. É esse o Deus do amor? O Deus do amor é um tirano? Faça ou será atormentado, punido, sofrerá eternamente! O Deus insano permite tanta maldade quando poderia, com seu poder, conduzir o bem. — Livre arbítrio, Ele deu a liberdade de escolha e o homem sucumbe às tentações do Diabo que sempre... — Palavras, apenas palavras incapazes de serem cridas, personagens fantásticos feitos para assustar crianças e formarem adultos tolos, o homem sucumbe aos seus próprios instintos, sua vontade de ser superior, de suprir suas necessidades mentais e físicas, de querer se afirmar, de querer ser dono, ter poder, encher-se de orgulho de seus feitos, ser bajulado, ser querido, gozar de uma boa vida custe o que custar, e os mesmos são egoístas e pensando somente no bem estar próprio praticam atos que prejudicam outrem, prejudicam o planeta que um dia os destruirá completamente e o Deus, pai de Adão e Eva, nem está preocupado com nada disso, pois ele não existe. Infelizmente amar é difícil, o ódio é sensação mais natural e, sendo assim, prevalece e conduz toda essa barbárie sem fim. Somos testemunhas de que o homem é capaz de feitos extraordinários, repletos de beleza, paixão e harmonia, porém esses são raros se analisarmos a quantidade de homens que há e suas pré-disposições para tais feitos, o mal predomina, essa é a triste realidade, e se esse Deus realmente existisse eu só poderia odiá-lo, pois o mesmo permite que nossas vidas se deteriorem num inferno carnal, intelectual e espiritual, na maior parte do tempo. Eu creio na vida e a única que conheço é esta, pra que um ser alheio a tudo isso e que condena minhas vontades, as minhas formas de realização pessoal. Se há inferno ainda pior que esse num plano invisível, esse Deus é realmente muito maligno, e o diabo um santo, pois pelo menos nos conduz à realização terrestre. Quero fazer um pacto com esse outro fantasma! Quanta besteira! Vida, vida é vida, escolhas, responsabilidade, conseqüências, consciência, cegueira provisória, entrega, reserva, sensações, paixões, instinto, vontade, necessidade, lágrimas, risos, perdas, aquisições, fraqueza, fortaleza, dúvidas, certezas, carência, completude, vicissitude, etc, etc, etc. Somos donos de nossos atos, cárceres de nossas loucuras, somos Deus, somos Lúcifer, criadores, destruidores, somos tudo o que nos permitimos, o que temos a chance de ser, o que insistimos pra ser, o que tentamos ser, o que pensamos que somos e está tudo aqui, nessa breve vida que temos. Isso é o que creio! Postado por :Ricardo / 0 comentários [terça-feira, dezembro 05, 2006] Como muitos já sabem, eu ouço Iron Maiden desde meus 13 anos. Mesmo que desde o Seventh Son of a Seventh Son eles nunca mais gravaram nenhum álbum realmente bom (na minha opinião), ela continua sendo minha banda do coração e eu sempre me emociono ouvindo algumas músicas como Rime of the Ancient Mariner — você que é fã conhece aquela sensação que os solinhos dão: arrepia tudo, é foda, eu gosto pra caralho de várias outras bandas, mas nenhuma tem o poder de provocar algo tão profundo, ou não tinha...
Quando o Bruce Dickinson saiu do Iron eu fiquei um pouco ferrado, mas como fã esperei ansiosamente para ouvir seu disco solo Balls to Picasso, quando esse saiu eu curti, mas acho que na época eu não estava preparado para ele. Essa semana cheguei a essa conclusão, pois esse é um puta disco, assim como os outros, contudo esse me fez regressar na época em que eu estava na 8ª série: as emoções que experimentei ao ouvi-lo depois de muitos anos foi incrível e superou àquela que mencionei no primeiro parágrafo, o Bruce não tem pra ninguém, vai cantar assim em outro mundo! Então peguei os outros discos dele pra ouvir: perfeitos, simplesmente perfeitos, cada um tem sua característica e todos são maravilhosos e destacam-se de acordo com sua particularidade. Não sei nem porque ele voltou pra Iron (dinheiro?), o trabalho solo dele é infinitamente melhor, mais criativo, mais dinâmico, mais surpreendente, mais cativante — ele é foda! Que outra palavra usar? O último disco do Iron eu consegui ouvir uma vez quase inteiro, isso porque o Bruce consegue ser ótimo em cima daquelas mesmas cadências, mas o resto não dá, é querer enganar leigo, entreter a molecada que está começando a ouvir agora, ou que conheceu a banda ontem. Não sei se foi coincidência, mas após anos e anos que a MTV não passa nada de bom, no Domingo, 03/12/06, liguei a TV pra ver uma vídeo-aula do Jaco Pastorius e não é que quando estava mudando de canal pra chegar no 3 passei pela MTV e lá estava ELE, cantando lindamente Space Race, depois Back from the Edge, depois passou o clip de Abduction, mas como era de se esperar dessa emissora, eles cortaram o clip na metade. Mas tudo bem, deu pra ficar feliz com o pouco que vi. Volto a falar: não tem pra ninguém, ele é excelente. E já que comecei este texto falando de Iron Maiden, vou confessar que só essa semana que fui descobrir a banda que o Iron bebeu da fonte até se embriagar: Thin Lizzy. E fiquei decepcionado de certa forma com a minha banda do coração, pois percebi tudo que eles copiaram, nem diria se influenciaram, pois foi cópia mesmo! Pegaram alguns elementos dessa banda, condensaram e fizeram que isso fosse sua eterna fonte de composição. Ouçam Thin Lizzy! Excelente banda, na verdade é essencial, outras bandas também beberam ali, dobras de guitarra, palhetadas, back vocals, frases de baixo, etc. Confiram que é demais! Postado por :Ricardo / 0 comentários |