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[domingo, fevereiro 04, 2007] ![]() Eu nem conseguia imaginar a possibilidade do Arch Enemy um dia vir para o Brasil. Eu achava que eles tinham poucos fãs por aqui e obviamente me enganei. No fim do ano passado o Ênio me anunciou a boa nova. E com o ingresso nas mãos desde o dia 23/12/06 aguardei ansiosamente. E, por incrível que pareça, até que passou rápido o mês de janeiro. E eis que chegou o tão esperado 1° de fevereiro, esse sim demorou uma eternidade pra passar, mas, enfim, chegamos no Via Funchal, eu, a Renata e o Ênio. Paramos no estacionamento VIP e ao invés de entrarmos pela entrada do mesmo, que dava acesso direto ao interior da casa de show, para espanto dos funcionários do recinto, saímos e nos dirigimos à entrada dos trues. A intenção, na verdade, era beliscar e beber um pouquinho antes do tão esperado espetáculo. Ao chegar na rua do Via Funchal via-se aquela multidão de preto, alguns rostos comuns aos shows do gênero, diversas camisetas de bandas e absolutamente nenhum leite com pêra por perto. De todos os shows que assisti, este foi o que me impressionou mais: além de ser uma das minhas bandas preferidas, todos tocam muito, mas muito mesmo! O guitarrista novo sem comentários — vai tocar assim na casa do caralho! Juro que eu não esperava tanto! Se não fosse o som do Via Funchal que sempre deixa a desejar teria superado a perfeição, porque foi mesmo perfeito! Pra quem gosta de guitarra, peso e musicalidade então... Eu me lembro bem quando descobri esta banda maravilhosa: estava eu um dia na galeria do rock (acho que era 2003) com a intenção de comprar algum CD do Carcass, pois eu tinha o Heartwork e o Swansong gravados — que aliás peguei com o Sérgio — e queria completar a coleção comprando todos eles originais. Contudo, depois de andar de loja em loja descobri que haviam saído de catálogo, portanto não existia previsão para eu encontrá-los. No mês seguinte voltei e encontrei na Die Hard o Necroticism - Descanting the Insalubrious junto com o Wake Up And Smell The... Carcass; não pensei duas vezes, mesmo sem conhecer uma música dos mesmos, comprei-os de olhos fechados. Ao chegar em casa logo o coloquei no som e comecei a apreciar. Fiquei impressionado, era totalmente diferente dos outros: é, a fase Grind dá medo, até hoje não tem nada que supere em peso, técnica, criatividade, letras insanas e com conteúdo. E a minha peregrinação continuou, pois eu queria achar todos. E numa dessas visitas à galeria do rock uma certa vez a Luciana da mesma loja me perguntou se eu já tinha ouvido Arch Enemy (arqui ênemi, como a maioria fala. Fazer o quê? É igual o caso do “islipiquinoti”. Está certo, estamos no Brasil e não somos obrigados a saber as pronuncias estrangeiras, mas como eu sei um pouco de inglês prefiro falar corretamente, pois quem estuda outra língua, seja ela qual for, sabe como é ruim se acostumar a falar errado, depois que vicia para concertar é dureza, já passei várias vezes por isso) e eu, sinceramente, respondi que não. Então ela me informou que era banda do Michael Amott , ex-guitarrista do Carcass, que ironicamente saiu da banda porque estava ficando melódica demais e montou o Arch Enemy, que é extremamente melódico, o que fez com que eu me apaixonasse à primeira ouvida, diga-se de passagem que o CD que comprei foi o Burning Bridges, que até hoje é o meu preferido da banda, pena que não era a Angela Gossow cantando, que não precisa nem falar que é muito melhor — aquele mulher canta, viu! Quem me dera conseguir berrar com pelo menos a metade de agressividade! Pois é, eu vi de perto e ouvi com os ouvidos perplexos de tamanha emoção. Eu já era fã, agora nem se fala, no dia seguinte ao show, simplesmente, ouvi todos os CDs do Arch Enemy, em seqüência, desde o primeiro, com as imagens do show vivas em minha memória.
Postado por :Ricardo / 0 comentários |