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Ricardo Campanille

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    [quarta-feira, outubro 10, 2007]


    MUDANÇA DE VIDA – INTRODUÇÃO
    Muitas pessoas que conheço nem sabem que agora tenho uma nova vida. Quero contar, de acordo com os resquícios de minhas lembranças, os acontecimentos vivazes que culminaram desde o início deste ano.
    Faço isso tardiamente por causa das sucessivas e inesperadas tempestades que me deixaram ilhado num lapso de tempo relativamente grande.
    Desde janeiro uma verdadeira reviravolta despontou, fez uma poeira e um estardalhaço incríveis, e eu nada registrei, não por falta de vontade, muitas vezes ousei reclamar da escassez do meu tempo, sendo que eu nem imaginava o que era de fato escassez. E aprendi sentindo na pele.
    Darei início a esta novela, que não podendo fugir da regra, teve seu percurso bem intrincado e um desfecho muito feliz.
    Primeiro é imprescindível que eu passe rapidamente por 2005, ano que comecei a namorar a Renata.
    Bem, quem acompanha meus textos, assim como as pessoas que convivo, sabem que a paixão que experimentei fez minhas perspectivas em relação ao amor mudarem diametralmente.
    Toda a filosofia anti-união que eu desenvolvera foi dissipada pelo calor que inflava meu coração. Esse órgão me guiou veementemente. Não há como parar de pensar na pessoa que colocou nele tão poderoso combustível de sensibilidade.
    E nosso relacionamento desde o primeiro beijo se aquecia cada vez mais que logo a incluí nos meus planos futuros. Antes de conhece-la eu tinha a intenção de morar sozinho, seguir minha vida como adulto, longe das asas dos pais. Só tinha que juntar um dinheiro pra por em prática meu intento. Não dava pra esperar muito mais tempo, pois desde criança eu dividia o quarto com meu irmão e já estava insuportável aquela situação, por causa das nossas divergências de gostos, o espaço, a privacidade etc. Então, certo dia pensei: por que não perguntar se ela não quer viver comigo? Pois, minhas idéias, dadas as surpreendentes sensações que eu estava experimentando, mudaram; já não queria morar só, mas sim com a pessoa que amo! Conversamos a respeito e a conclusão é óbvia: começamos a planejar tudo e a fazer nossas economias — se não me engano no nosso quarto mês de namoro. E aquela história de que o universo conspira a favor quando queremos muito alguma coisa se mostrou empírica, foi incrível, tudo começou a dar tão certo em nossas profissões que conseguimos juntar mais dinheiro do que estava no planejamento.
    É aí que começa a saga.
    Nós decidimos que por bem deveríamos começar a procurar um apartamento logo no primeiro mês deste ano, imaginando que demoraríamos meses pra achar. Porém por mais que planejamos algo, jamais o alcançamos no tempo pressuposto, além de que as oportunidades sempre surgem aonde e quando menos esperamos. Resultado: encontramos, logo nesse mesmo mês, um apartamento que achamos ideal, num lugar que igualmente tivemos a mesma sensação e, portanto, adiantamos a aquisição de nosso imóvel com as nossas economias adicionadas de um financiamento. Só que esse mencionado lugar carecia de uma reforma considerável, o que nos causou extremo nervosismo e angústia devido às exageradas adversidades que ocorreram, parecia que nosso lar nunca ficaria pronto, tudo dava errado, gastamos bem mais que nosso orçamento permitia, tivemos que nos desdobrar até as últimas gotas de nossas forças pra contornar tantos problemas.
    Mas tudo foi uma lição enorme, nos libertamos do orgulho, acho que eu, particularmente, aprendi a ver diversos aspectos da vida por outro prisma e, conseqüentemente, tudo isso me vez crescer e ser uma pessoa melhor.
    Nas próximas postagens contarei toda a história, pois é longa e se eu apresenta-la de uma vez ninguém terá paciência pra ler.

    Postado por :Ricardo /