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Ricardo Campanille

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    [quinta-feira, março 29, 2007]


    Consegui sair do umbral que amarrava meus dedos e meu raciocínio.
    Era uma espécie de estágio em que eu treinava insistentemente sem poder jamais chegar aonde minha vontade queria me levar.
    Nesse ínterim, de fato, estive dentro da minha crisálida metamorfoseando ininterruptamente, não conseguia completar a transformação jamais, até sentia o romper da casca, o calor da frouxa luz que queria me tocar repletamente e era tênue demais, então sumia, o pequeno vão que ameaçava abrir de repente calcificava e eu continuava preso, meio cego, mas ao menos ouvia bem, já a fala... os pensamentos sempre esbarraram no “molambo paralítico da língua”.
    No umbral via todos os meus antigos sonhos escorregarem por entre meus dedos como a areia mais fina que se possa imaginar, sonhei demais, quanta hibernação! quanta distração! E a culpa foi mais minha, aquela fraqueza que me dominava me levou ao abandono de minha essência. Recuperei-a completamente, saí do umbral, estou contente, estou vivendo o que sonhava, é claro que quero mais, agora sim posso querer, minha alma pode me levar além porque agora há interação, diria que encontrei o equilíbrio, nem mais, nem menos, somente o que precisa ser.

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    [segunda-feira, março 26, 2007]


    Um constante som de ríspidos
    Atritos entre rodas e trilhos,
    Conduzindo um grande peso,
    Numa lentidão que dá medo,
    Inferniza todos os meus sentidos.
    A confiança são pássaros desaparecidos,
    Incríveis aves para quem confidenciei absurdos
    Segredos, levados para cantos imundos.
    Elas nunca mais vibraram suas asas
    Perto da minha janela, olho as casas
    Com seus incontáveis olhos quadrados,
    Solitários, parcialmente vendados.
    A vida de aço, óleo e fios continua
    Me iludindo diante da face escura
    Dessa noite a mais que encaro a rua.
    Um dia pensei que todos eles
    Fossem utilidades inanimadas, mas às vezes
    Sinto que são justamente eles que determinam
    Nosso rumo, este grande niilismo, não,
    Esta incoerente entrega ao vício,
    Nosso guia para o desperdício,
    Mas para que conservar o que perecerá
    Inevitavelmente? Antes cedo, pego a pá
    Multiforme para cavar minha ruína...

    Postado por :Ricardo / 0 comentários

    [sexta-feira, março 09, 2007]


    BUSH, VAI TOMAR NO SEU CÚ, VOCÊ NÃO É BEM VINDO EM PARTE ALGUMA DO MUNDO, SEU MONSTRO!!!

    Postado por :Ricardo / 0 comentários